As Freguesias














Com a reforma administrativa de 2013 a cidade do Porto passou a ter as seguintes freguesias :

Campanhã - 8,13 km2

Bonfim - 3,05 km2

Paranhos - 6,67 km2

Ramalde - 5,68 km2

União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde - 6,3 km2

União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória - 5,4 km2

União das Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos - 5,6 km2


Antes desta Reforma Administrativa a Cidade do Porto era composta pelas freguesias de :

ALDOAR


Povoamento muito antigo, provavelmente num castro galaico anterior aos romanos.
Por aqui passava a antiga estrada Porto / Bouças (Matosinhos ). Neste lugar existiam vários ribeiros que entroncavam na Ribeira de Aldoar, que dasaguava no mar, perto do Castelo do Queijo.
Na vila existiam várias quintas que forneciam produtos agrícolas que eram principalmente vendidos no Porto.
Aldoar foi incluída oficialmente na cidade do Porto em 21 de Novembro de 1895. ÁREA GEOGRÁFICA : 8, 13 Km2

BONFIM

A freguesia do Bonfim cresceu nos antigos caminhos de Gondomar em torno do Monte das Feiticeiras, onde se situava o cruzeiro da duodécima estação da Via Sacra, designado do Senhor do Bom Fim e da Boa Morte.
A Freguesia do Bonfim foi criada por Decreto de Costa Cabral, de 15 de Dezembro de 1841, por desmembramento das freguesias de Santo Ildefonso, Campanhã e Sé. 
Inicialmente foi habitada por operários de fábricas que se aqui se instalaram nos séculos XIX e XX.
É a freguesia mais central da cidade. ÁREA GEOGRÁFICA : 8, 13 Km2

CAMPANHÃ

Localizada no extremo oriental da cidade do Porto. É a maior freguesia da cidade, ocupando 1/5 do território desta.
Habitada desde o 3º ou 2º milénio A.C. Aqui terá existido um antigo castro, o castro de Noeda.
A sua primeira referência é de 994, Ribulum Campaniana, (Rio de Campanhã, actual Rio Torto).
Na documentação coeva do século XI, é referida como Villa Campaniana, propriedade rural de origem romana.
Esta propriedade incluía a maior parte dos lugares da actual Campanhã, e ainda Rio Tinto e Valbom.
Foi incluída na doação do burgo do Porto pela rainha D. Teresa ao Bispo do Porto, D. Hugo em 1120, por este facto, ficou repartida sendo uma parte ocidental dentro do burgo, e a parte oriental pertença do Rei, e, por isso um reguengo, divisão essa que se manteve desde 1120 até ao século XIX.
Freguesia desde 1058. O seu nome de origem latina, refere a sua padroeira, Santa Maria de Campanhã.
Foi freguesia rural durante muitos séculos. Durante os séculos XIV e XV foi, devido à sua grande área cultivada, reserva agrícula do burgo.
Durante o século XVIII, para aqui se deslocam várias famílias nobres e burguesas, que aqui constroem grandes quintas e solares.
No século XIX, com a construção da Estação de Campanhã, e a expansão do caminho de ferro, a freguesia conhece um novo rumo, o da industrialização, e várias fábricas e oficinas aqui se estasbelecem, como as de produção de cal, fósforos de cera, curtumes, palitos e mais.

CEDOFEITA

Nome com origem na lenda de que em 559, o rei suevo Teodemiro tendo o seu filho Ariamiro, enfermo, mandou os seus emissários a S. Martinho de Tours com ouro e prata como ofertas para cura deste.
Como a sua fé era grande, mandou construir uma igreja, com tal empenho, que quando os seus emissários retornaram, já esta estava construída, e daí a frase "cedo feita".
Na lenda consta também de que o rei e seu filho aqui foram batizados.
Em 1258 Cedofeita é já referida nas Inquirições.
No tempo de D. Afonso IV, em 1343, o então bispo do Porto D. Pedro Afonso, ameaçou o rei de excomunhão devido às suas disputas com os burgueses.
Cedofeita é integrada na cidade do Porto em 1710 pela Mesa Grande da Relação.
Em 1869 é criado o titulo de Visconde de Cedofeita.
A partir de meados de do século XVII, com a industria do algodão e com a criação da Companhia Aurifícia, a freguesia tem grande desenvolvimento.
Actualmente Cedofeita tem como o seu principal motor o comércio.

FOZ DO DOURO

Localizada na zona ocidental da cidade do Porto. Povoamento à volta de um antigo mosteiro construído em 599, em homenagem a S. João Batista, para assinalar o desembarque aqui executado por embaixadores do rei suevo Reciário, o Ariarico. O primeiro documento conhecido sobre este mosteiro são as crónicas do monge Hauberto Hespalense, de 599. Este mosteiro foi inicialmente conhecido por mosteiro Fraucolense ou mosteiro da Foz. O primeiro nome do lugar foi “Vila de S. João da Foz”. Foi antigo lugar piscatório e zona agricula.
Os seus habitantes tinham mesmo a expressão “vou ao Porto”, quando se referiam a se deslocarem ao centro da cidade. Quando em 1834, os forais foram abolidos, a vila tornou- se um concelho., mas em 26 de Novembro de 1836, passa a ser, por decreto régio freguesia do concelho do Porto. Porém, com a moda dos banhos, a zona alterou- se completamente, quer no aspecto habitacional, como socialmente, transformando- se na primeira estância balnear do país. De salientar que Sebastião Oliveira Maia escreveu um livro sobre a freguesia da Foz do Douro intitulado “Onde o rio acaba e a Foz do Douro começa”. ÁREA GEOGRÁFICA : 3 Km2


LORDELO DO OURO

Freguesia de Lordelo do Ouro estende-se por uma superfície de 3,4 Km2 e fica situada na parte ocidental da cidade do Porto.
A primeira referência conhecida em relação à freguesia de Lordelo do Ouro, é do século XII, do ano de 1144. foi pertença do julgado de Bouças, Comarca da Maia, Bispado do Porto.
Lugar tipico de marinha de pesca e construção naval. Nesta freguesia, nos estaleiros do Ouro foram construídos grande número de Naus da frota que partiu para Ceuta.
Foi integrada no Concelho do Porto por decreto-lei de 26 de Novembro de 1836


MASSARELOS

Localizada no centro urbano da cidade do Porto. Por ser llugar de pescadores, o seu primeiro nome foi “"Vilar de Pescadores”". “Maçarellos" foi doação de D. Afonso Henriques à colegiada de Cedofeita em 1148. Lugar de homens do mar, daqui partiram muitos para as feiras de S. Demétrio, na Tessalónica, ou da Macedónia, no Golfo da Termaica. Em 1371 alcançam vários portos ingleses, em 1384 aportam em Mildeburgo e em 1386 vão buscar peles às ilhas Sandwich para levar para a Zelândia. Em 1237, D. Nuno, prelado de Cedofeita redige uma carta de foral com a juridisção de limites e deveres legais de Massarelos. Com a exploração das salinas de Massarelos e a sua concorrência a Matosinhos e a Leça da Palmeira, o rei D. Dinis decretada por Alvará Régio, a sua concessão ao Dom Prior de Cedofeita. Em 1758, a freguesia de Massarelos é apresentada como freguesia do Termo do Porto, ainda como Paróquia de Nª Srª da Boa Viagem, mas pertença da comarca da Maia. Massarelos passa a pertencer ao Porto em 1789, juntamente com Cedofeita. Massarelos passa a pertencer defitivamente ao Porto por decreto de 4 de Dezembro de 1832. ÁREA GEOGRÁFICA : 2 Km2


MIRAGAIA

Nome com origem em Gale, pequena povoação, que significava "Em frente a Gaia" . Aqui os vindos de Bracara Augusta para o sul, descansavam abarcavam, no portus rumando para Lancobrica, Talabrica ou Aeminium. Pela inscrição existente na Igreja "Prima Cathedralis fecit haec. Basilius oh egris quam pedibus sanus, condidit inde Petro" ("Esta foi a primeira catedral do Porto. S. Basílio, apenas se viu são dos pés, a edificou, e por aquele motivo a dedicou a S. Pedro".
S. Basílio morreu no ano 37, e, a ser assim, a Igreja de Miragaia teria sido fundada no ano 37, e S. Basílio o primeiro bispo do Porto. Em 24 de Junho de 1247, Miragaia tinha setenta e cinco casas construídas. Em 1453, um grupo de arménios, fugindo dos turcos, chegou ao Porto trazendo as relíquias de S. Pantaleão, futuro patrono da cidade. Estas relíquias foram depositadas na Igreja de Miragaia num cofre de prata lavrada oferecido por D. Manuel I, sendo em 12 de Dezembro de 1499, transferidas para a Sé do Porto por ordem de D. Diogo de Sousa bispo do Porto na altura, durante as lutas liberais, alguém fez desaparecer da Sé o cofre das relíquias. Em 1779 na Rua do Calvário (Miragaia), nasceu Almeida Garrett.


NEVOGILDE

Nevogilde era no século XVIII um lugar de população agricola.
A ligação entre a Foz do Douro e Matosinhos, pela marginal era feita por carreiros perigosos, e por esse motivo os nomes "Carreiro d'Ipia", "Carreiro Mau", "Carreiros" e "Molhe dos Carreiros", aqui existiam.
Foram então construídas em 1864 as Avenidas, do Brasil e Montevideu e a Esplanada do Rio de Janeiro e assim a freguesia evoluiu. ÁREA GEOGRÁFICA : 2,00 Km2


PARANHOS

Localizada na zona oriental da cidade do Porto.
Em população é a maior freguesia do Norte e a terceira do país.
Por ordem e foral do Rei D. Manuel, Paranhos foi concelho da Terra da Maia até 1837. Na altura pertenciam ao seu concelho as aldeias de Agueto, Carvalhido, Couto, Igreja, Lamas, Regado, Tronco e Vale, às quais se lhe juntaram Covelo e Matadouro no século XIX.
A Maia ganhou estatuto de concelho em 1834, e, em 1837 Paranhos passa a pertencer ao Porto.


RAMALDE

Em 1196, o lugar de Ramalde pertencia ao Padroado Real. Neste ano foi doação do Rei D. Sancho I a sua filha Dª Mafalda, voltando a pertencer à coroa aquando da morte desta.
Foi doação de D. João I ao Convento de Stª Clara.
ÁREA GEOGRÁFICA : 5,86 Km2







Povoamento em época pré-histórica, no morro da Sé. As suas origens datam de 417. Até ao século XVI era a única freguesia então existente na cidade do Porto. Nessa altura . o então Bispo do Porto, decidiu fazer a divisão em quatro  freguesias:  Sé, Vitória, São Nicolau e São João Baptista de Belomonte, sendo que esta última foi depois extinta e dividida pelas freguesias da Vitória e S. Nicolau. Por aqui ter nascido a cidade do Porto, a história desta freguesia confunde- se com a da própria cidade. ÁREA GEOGRÁFICA : 0,48 Km2


S. NICOLAU

Freguesia criada no século XVI, por divisão da única freguesia então existente na cidade do Porto, a Sé, que nessa altura foi dividida em quatro pelo então Bispo do Porto, Sé, Vitória, São Nicolau e São João Baptista de Belomonte, sendo que esta última foi depois extinta e dividida por as freguesias da Vitória e S. Nicolau.
ÁREA GEOGRÁFICA : 0,21 Km2



Stº ILDEFONSO

Localizada no centro da cidade.
Nome com origem no orago da freguesia.
Apesar de existir na câmara municipal do Porto uma certidão que aponta como data da elevação desta lugar a freguesia o ano de 1551, a verdade é que o mais provável. é a freguesia ter nascido a 24 de Junho de 1634.
A freguesia de Stº Ildefonso é caracterizada pela sua actividade comercial. ÁREA GEOGRÁFICA : 2,2 Km2


VITÓRIA

Uma grande parte da sua área actual foi a antiga Judiaria do Olival.
Foi criada Freguesia no século XVI, por divisão da única freguesia então existente na cidade do Porto, a Sé, que nessa altura foi dividida em quatro pelo então Bispo do Porto, Sé, Vitória, São Nicolau e São João Baptista de Belomonte, sendo que esta última foi depois extinta e dividida por as freguesias da Vitória e S. Nicolau.